Posts

Quanto cobrar por sua peça?

 

A artesã Fabiane Guimarães é proprietária do L’atelier, em São Paulo (SP), e já mantém uma clientela há 12 anos. Para dar preço a suas peças, ela costuma calcular os gastos que teve com matéria-prima. “Também somo o valor da embalagem, rótulos e etiquetas. Não acrescento aluguel, luz, água e telefone, pois acho que o custo final sairá muito caro. Porém, sei que isso está errado de acordo com a visão empresarial”, conta.  

Já a artesã Cris Massinha observa os concorrentes e leva em conta os produtos e as técnicas usadas. “O material não é caro, mas o tempo que dedicamos, sim. A arte tem seu preço. Estudo, faço cursos e invisto em materiais e técnicas. Então não posso fazer um preço barato. Existe uma média no mercado de preços para determinadas peças e procuro manter essa linha”, descreve.  

Segundo Reinaldo Messias, consultor do Sebrae, o preço de um produto é determinado por três pilares: gastos, lucro que o artesão deseja ter e quanto o consumidor quer pagar pela peça. “Some tudo o que você gasta com matéria-prima, tempo, aluguel, luz etc. e acrescente a margem de lucro que quer ganhar”, explica. “Vale até fazer uma pesquisa no bairro perguntando quanto cada um pagaria. Mas também sempre tenha em mente que, quem busca artesanato e valoriza arte, busca exclusividade.” Pense nisso e bons negócios!

Comentários
Comentário(s)